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Funcionário do gabinete do deputado Binho Galinha é morto a facadas em Salvador

 

Um funcionário do gabinete do deputado estadual Kleber Cristian Escolano, conhecido como Binho Galinha, foi morto a facadas na noite de quarta-feira (29), dentro do apartamento onde morava, no bairro do Stiep, em Salvador.

A vítima foi identificada como Loran Prazeres Conceição, de 36 anos. Servidor da Câmara Municipal de Amargosa, ele estava cedido para atuar em um cargo de confiança no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

Segundo a Polícia Militar, o imóvel foi invadido e Loran foi atacado a golpes de faca. Moradores do prédio relataram ter ouvido a vítima pedir socorro e acionaram a polícia. Eles também informaram que viram um homem deixar o edifício pelas escadas e fugir por uma área de vegetação. O suspeito estaria com as roupas ensanguentadas e usava um pano no rosto para dificultar a identificação.

Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil investiga o caso para identificar a autoria e esclarecer a motivação do crime.

Não há informações que indiquem qualquer relação entre o homicídio e o deputado Binho Galinha.

O Centro de Formação de Professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), onde Loran se formou em Licenciatura em Pedagogia, e a Câmara Municipal de Amargosa divulgaram notas de pesar lamentando a morte do servidor.

Relembre o caso Binho Galinha

Binho Galinha está preso desde outubro de 2025, após ser alvo da Operação El Patrón. Ele é investigado por suspeita de envolvimento com organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar.

Além disso, o deputado foi condenado a mais de 36 anos de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento, entre eles posse ilegal de armas, posse de arma com numeração adulterada e fornecimento ou permissão de acesso de arma de fogo a adolescente.

Outras quatro pessoas também foram condenadas, incluindo a esposa do parlamentar, Mayana Cerqueira da Silva. A defesa informou que recorrerá da decisão. O advogado Gamil Foppel sustenta a inocência de Binho Galinha e afirma que a pena é desproporcional aos fatos apontados no processo.

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