Uma ação integrada entre a Polícia Civil de Cruz das Almas e a 27ª CIPM resultou, nesta terça-feira (08), na deflagração da operação policial “O Barato Que Sai Caro”. O objetivo foi desarticular uma quadrilha envolvida em furtos, roubos, adulteração e comércio clandestino de motocicletas no Recôncavo Baiano.
O nome da operação faz referência ao risco de adquirir produtos de origem ilícita, que aparentam ser vantajosos financeiramente, mas podem resultar na perda do bem e até na prisão do comprador.
A ofensiva ocorreu simultaneamente em cinco oficinas de motocicletas localizadas na região da Pumba, em Cruz das Almas. Segundo as investigações, o grupo criminoso possuía uma estrutura organizada para abastecer o mercado ilegal de motos adulteradas, com atuação em diversas cidades do Recôncavo.
De acordo com a Polícia Civil, a operação representa um avanço significativo no combate ao crime organizado ligado ao tráfico de veículos clonados na região. As investigações seguem em andamento, e novos desdobramentos não estão descartados, principalmente após a análise dos celulares apreendidos.
As apurações também indicam uma possível ligação entre crimes patrimoniais e o tráfico de drogas. Integrantes de facções criminosas seriam responsáveis pelos furtos e roubos, enquanto oficinas realizavam a adulteração dos sinais identificadores dos veículos, que posteriormente eram revendidos como se fossem oriundos de leilão.
Muitos compradores, atraídos por preços abaixo do mercado e pela falsa promessa de economia com taxas como IPVA e emplacamento, acabam adquirindo veículos ilegais — seja por desconhecimento ou assumindo o risco.
📊 RESULTADOS DA OPERAÇÃO
• 10 suspeitos conduzidos à Delegacia de Cruz das Almas
• 24 motocicletas apreendidas com sinais identificadores adulterados
• Pelo menos 3 veículos confirmados como roubados
• Diversas peças de motos apreendidas
• Materiais utilizados nas adulterações (lixadeiras, esmeril, punções e máquinas de gravação eletroquímica)
• Celulares dos suspeitos recolhidos para análise
Todos os envolvidos responderão pelo crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, cuja pena varia de 3 a 6 anos de prisão, além de multa.
As forças de segurança reforçam o alerta à população sobre os riscos na compra de veículos supostamente “de leilão”. Com a Lei nº 14.562/2023, conduzir veículos com sinais adulterados passou a ser crime, podendo também configurar receptação.
Casos semelhantes já resultaram em diversas prisões realizadas pelas polícias Civil e Militar na região.
A operação contou com a participação de 25 policiais, utilizando duas viaturas da Polícia Civil e cinco da Polícia Militar.
Bahia Ativa | Informação com credibilidade





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