A atual gestão da Polícia Federal revisou as conclusões do inquérito que apurava suposta interferência indevida do então presidente da República Jair Bolsonaro na corporação e reafirmou, pela segunda vez, que não há provas de prática de crime no caso.
A investigação havia sido reaberta por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, após a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública. À época, Moro afirmou ter sofrido pressão do então presidente para promover mudanças em cargos da Polícia Federal, sob a alegação de possível interferência em investigações, incluindo o inquérito das fake news.
Em revisões anteriores, a própria Polícia Federal já havia concluído pela inexistência de interferência indevida, entendimento que também contou com manifestação do então procurador-geral da República Augusto Aras, que chegou a solicitar o arquivamento do caso.
No novo relatório, a PF reforça que, após reanálise das provas, não foram encontrados elementos que sustentem imputação penal. O documento destaca que o inquérito analisou objeto específico e que, sob a perspectiva das diligências realizadas à época dos fatos, não surgiram informações capazes de justificar responsabilização criminal.
O texto também registra que a Polícia Federal solicitou acesso a elementos do inquérito das fake news ao STF, buscando indícios de eventual interferência, mas foi informada de que não havia provas nesse sentido.
Após o envio do relatório complementar, o ministro encaminhou o caso ao procurador-geral da República Paulo Gonet, que poderá requisitar novas diligências ou pedir o arquivamento definitivo da investigação.
Bahia Ativa | Informações com Credibilidade





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